As estrelas me convidaram a contempla-las, mas que culpa elas têm? Não vou olhar e nem procurar culpados, deixo os juízes executarem o seu trabalho. A lua me ilude a passear pela madrugada, mas que culpa eu tenho nessa história? Não me rotulem ao que eu não sou. Deixe o júri pensar que decidiram por eles mesmo. Aliás, entre aos perdidos e os que não se acharam, no final são todos
vítimas do seu próprio pecado...
Ontem eu me vi mais só do que as outras vezes. Joguei-me na sorte da vida sem previsão alguma, agora não me restam tantas alternativas. As flores são sempre as que mais se machucam mesmo sendo as mais fortes, agora absorvo melhor os impactos que a vida me causou. Não sei até onde devo chegar, mas toda vez que a olho nos olhos, sinto não apenas o meu vazio vejo também algo que me confunde e que não consigo explicar.
Teu corpo é um vício, teus braços são como uma prisão. E teus olhos, o Q que dizer então? Perdido assim, não posso dizer nada. Depois de anos e só agora que eu pude perceber o tamanho da perdição que tu és. O que será que se esconde neste corpo franzino e tão normal? Se há respostas, só poderei vê-las no fundo dos teus olhos e dentro do beijo dos teus lábios, que são um convite, um doce pecado.
As rosas se machucam nos seus próprios espinhos. Os diamantes são sempre lapidados para alcançarem o seu maior valor. As cores sempre desbotam com o tempo e as ondas sempre insistem e furam as rochas com que elas se chocam.

Um comentário:
Todos nós somps vítimas do nosso próprio pecsdo
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