DESEJOS


De anjo a demônio em apenas um leve sussurro e uma pequena mordida na orelha.

Foi essa a maneira mais simples que encontrei para definir aquela mulher que vi na noite passada. Realmente as madrugadas foram feitas para amar. E ontem, vivenciei essa prática na integra da minha lucidez, ao menos foi assim que me senti após a terceira taça de vinho.

Uma bela garota, alegre com cabelos loiros e lisos na altura dos ombros, um sorriso de desarmar até o mais bravo dos guerreiros, e um olhar que fuzila, desmonta e deixa qualquer um ser humano desnorteado. Enfim, uma bela e sofisticada mulher.

Fui até um barzinho que fica a poucos metros do meu apartamento. Lá servem um delicioso vinho bastante casual. Aroma leve, frutado e não muito adocicado. Na boca, tem paladar leve e envolvente com um travo característico de um bom carbenet. Cheguei cedo e meio sem graça, sempre depois um dia cansativo de trabalho, a gente fica um pouco estressado e distraído, e como de costume, logo pedi uma garrafa e me sentei próximo a janela. Preferi não comer nada, eu queria apenas relaxar, aproveitar o vinho e olhar displicentemente o movimento na rua.

Assim do nada vi aquela garota encostada no balcão. Ela estava de costas e vestia uma calça vermelha e uma blusa regata preta bastante casual. Sua pele lembrava um veludo,  e de longe parecia macia, semelhante a uma fruta suculenta que dava logo vontade de morder e usufruir de todo o sabor do seu néctar. Ela muito sorridente, conversava com o senhor do balcão, e no meio de um lindo e inocente sorriso, virou-se e os nossos olhares se fixaram de uma maneira tão brusca que logo o seu sorriso desapareceu, e deu lugar a um olhar de quem realmente sabe o quer. E eu nem de longe imaginaria o que viria dali por diante.

Ela pega uma taça com senhor do balcão, e vem andando em minha direção. Eu me arrumo um pouco desajeitado e volto a olhar para a rua tentando disfarçar algum possível nervosismo.

 _ Oi, boa noite! Posso sentar aqui com você? 

 _ Claro, por favor. Respondo apontando para a cadeira à minha frente.

A sua voz ecou lindamente nos meus ouvidos, e cortou-me ao meio, deixando-me totalmente vulnerável naquele instante. Ela põe a taça sobre a mesa, e eu a sirvo educadamente. Ela diz que não é daqui, que estuda música, e veio para concluir uma pesquisa de base do seu curso, e que  e está hospeda em um hotel no centro da cidade, e saiu para aproveitar os dois dias que tem de folga.





16 comentários:

Anônimo disse...

ACHO QUE DEVE TER DADO UM BUG AI

Anônimo disse...

ta meio bugado

Anônimo disse...

cara ta bugado

Anônimo disse...

de anjo a demonio em apenas um leve sussurro e uma mordida na orelha kkkkkkkkkk
muito bom isso

Anônimo disse...

Belo conto
certamente terá continuação

Anônimo disse...

que massa viu

Anônimo disse...

Lindo conto

Anônimo disse...

PRA TRANSFORMAR ASSIM É MUITO RAPIDO
NUM PISCAR DE OLHO

Anônimo disse...

Muito pior da viu

Anônimo disse...

conto show mano

Anônimo disse...

Comeceia ler
mas esse fundo branco ta atrapalhando muito

Anônimo disse...

MUITO BOM ESTE CONTO

Anônimo disse...

Parabens

Anônimo disse...

muito legal
mas depois arrume o fundo por favor

Anônimo disse...

Já li umas 3 vezes este pequeno conto

M.Ceyça disse...

Muito legal