Procuro nos jardins uma bela flor. Uma flor que seja tudo, uma flor que seja frágil e ao mesmo tempo valente pela vida.
Procuro uma flor insensata, porém cheia de pétalas. Uma flor incomum, uma flor como nenhuma outra. Eu quero uma flor cheia de perfume, de incertezas e com vontades invisíveis. Eu não quero arrancar essa flor. Eu a quero viva, eu a quero solta, leve ao vento. Eu a quero rindo. Eu apenas a quero, simples e bela.
Quero rega-la com amor, com o meu suor. Acaricia-la com as mãos calejadas e cançadas da terra, cultivando e deixando espalhar seu perfume, seu sorriso.
Essa será a minha flor, a minha juventude perdida, a minha indecisão camuflada de dúvidas e incertezas. Serás tu a minha flor?
Serás eu algum perfume que paira por aí, nos ares da vida?
Perguntas são respostas que eu não sei.
Procuro a minha flor pelos jardins da vida, a vejo perdida, e não posso ajudar.
Ricardo Lima
"Não alcancei o meu posto por acaso, e nem é assim que a vida funciona. Alcancei indo atrás, vencendo os meus próprios limites"
Diário de um Vegetal
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