Voltei a tocar o fundo poço. Não entendo, mas sei bem o que é isso.
Uma vez encontrei uma saída, e acho que não acertei qual era a porta. E de tudo que eu já fiz de errado, com certeza a intenção de acertar existia. Mas a quem eu quero agradar? A quem merece a minha atenção? E quem disse que eu ainda quero fazer as coisas certas?
Por muitos dias eu me questionava, me limitava constantemente. Mas eu nunca quis ser o que sou. E hoje vivo o que sou, por horas me preservo, eu por outras estrapolo no silêncio.
Não tenho pena de ninguém, apenas vivo a observar. E muitos acham que sabem viver, mas insistem em aceitar as condições das falsas felicidades, e dos sorrisos superficiais que encontram pela frente.
É... Já cansei das meias condições. Agora quero ver a tudo por inteiro, quero sentir e não saber. Como o vento movimenta as nuvens no céu, quero eu ser a propulsão do meu próprio barco. Quero ser o produto dos meus esforços, quero ser e quero viver a minha vida.
Não adianta até onde eu andar, aquela sombra de olhos redondos vai sempre me acompanhar na minha jornada. Acho que isso é o que me faz feliz, de certo modo. Até onde isso vai, eu não sei dizer.
E dentre todas as minhas insistências, essa é a que mais me tem atenção, me aparece do nada, de repente, e da mesma forma se vai novamente. Pois é, assim é como eu vivo. Sempre no fundo e emergindo do nada afim de respirar novos amores....
Novos sabores e o mesmo gosto do fracasso amargando na garganta... Que se rasga de tanta sede.
Ricardo Lima