Um dia de chuva - novas promessas

    Ontem a noite, Thays e eu saímos para jantar. No início ela ficou um pouco estranha, o restaurante estava lotado, e pra alguém que sofra de síndrome do pânico, isso é bem assustador. Mas longe  daquilo que houve na última vez em que ela ficou sozinha me esperando no restaurante e de repente ela começou a chorar desesperadamente, e pôs as mãos sobre a cabeça e gritava por mim a todo instante. sempre imóvel, totalmente imóvel, mal podia respirar.

      Além disso, vamos esquecer esse passado tão presente. Daqui por diante espero apenas melhoras por parte dela, logo porque ela mesma resolveu se ajudar. E amanhã terá consulta com o Dr. Hudson, seu novo psiquiatra. Thays está muito otimista, pois sempre falam bem desse tal médico. É, espero que ele nos ajude de verdade.

      Acordamos bem cedo, passamos juntos para o banheiro e pouco conversamos. Thays estava tensa, e eu não sabia o que dizer para tentar acalma-la. Até que eu disfarçava bem o meu a minha tensão, na verdade, a tempos eu não via vida no seu olhar e acho que por isso eu estava muito entusiasmado. Thays saiu primeiro do banho e seguiu para o quarto, eu fiquei um pouco mais no banheiro, não estava me entendendo muito bem com o creme dental, mas essa luta foi até divertida, Thays até ensaiou uma piadinha. Acho que isso é um bom sinal.


Ricardo Lima
Um dia de chuva

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